quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Planejamento Anual da creche

 Planejamento Anual "Creche Doutor Ubaldo de Abreu Campanário"
                                 Gif
  

“ Educai a criança e não será preciso punir o homem.”
                                                                                       Pitágoras



  A educação é a base do princípio de uma vida. Sem ela seria impossível viver em uma sociedade, onde todos precisam se comunicar uns com os outros. A educação começa desde criança. Uma criança bem educada automaticamente será um adulto educado, responsável, ao contrário das criança mal educada.
  Educar não é espancar, nem impor uma ditadura, mas é impor limites, corrigir quando necessário. É mostrar o caminho certo a seguir. Tudo ou quase tudo que o ser humano aprende quando criança, provavelmente ele fará quando se tornar adulto. Nossos filhos serão amanhã aquilo que nós ensinamos hoje.
  Por que será que existem tantos jovens na criminalidade, no tráfico, na prostituição...? Será que é por falta de escolhas? Ou por impulso de alguém? Ou será por falta de educação? Será que demos muita liberdade quando precisavam de limites? Será que os mimamos quando, precisavam ser corrigidos? Será que os ignoramos quando na verdade o que queriam era um pouco de atenção?
  Talvez essas sejam perguntas que “maquinam” nossas cabeças.
  Tudo o que plantarmos hoje, certamente, colheremos amanhã. Se o ser humano não for educado quando criança, certamente será punido mais tarde por suas atitudes.


1- EMENTA



        Com o objetivo de propiciar um conjunto de referências e orientações pedagógicas, este planejamento visa contribuir com a implantação de práticas educativas que respeitem os direitos fundamentais das crianças envolvendo dois aspectos indissociáveis: cuidar e educar fornecendo-lhes uma educação de qualidade onde muitas delas vivem a maior parte de sua infância.




2- JUSTIFICATIVA



      Este plano consiste na tentativa de vencer grandes desafios no campo da educação para atender os bebês e as crianças pequeninas, isto porque a maneira de ver as crianças vêm, aos poucos, se modificando.Atualmente emerge uma nova concepção de criança que ultrapassem a assistência às necessidades biológicas e o adestramento em hábitos e costumes.É preciso ampliar suas potencialidades e suas capacidades, desenvolvendo suas singularidades e constituindo-se pela participação na vida coletiva.Isto implica em considerar educação e cuidado indissociáveis


 3- RESPALDO TEÓRICO E CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS

Seguimos como referencias norteadores os documentos legais:RCNEIS- Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil,a Proposta Curricular de Ensino do Estado de São Paulo,a Resolução CNE/ CEB nº 1, de 07/04/99 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- Lei 9393/96.
A Lei 9394/96 regulamenta a Educação Infantil,definindo-a como primeira etapa da Educação Básica e que tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade.
“A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica,tem como finalidade  o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade, em seus aspectos físico,psicológico,intelectual e social,complementando a ação da família e da comunidade.” (art.29)
De acordo com a Resolução n º 1 de 07/04/99,as Propostas Pedagógicas da instituições de Educação Infantil, devem respeitar os seguintes fundamentos norteadores:
Princípios Éticos da autonomia,da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum.
 Princípios Políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da crítica e do respeito à ordem democrática.
Princípios Estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais.
Educar e cuidar de crianças de 0 a 5 anos de idade, supõe definir previamente para a sociedade como isto será feito e como se desenvolverão as práticas pedagógicas, para que as crianças e suas famílias sejam incluídas em uma vida de cidadania plena. Para que isto aconteça, é importante que as Propostas Pedagógicas de Educação Infantil tenham qualidade e definam-se a respeito dos fundamentos norteadores citados acima. As situações planejadas intencionalmente devem promover momentos de atividades    espontâneas e outras dirigidas, com o objetivos claros, que aconteçam num ambiente iluminado pelos princípios éticos,estéticos e políticos das Propostas Pedagógicas.
Ao definir as Propostas Pedagógicas, as instituições de Educação Infantil deverão explicitar o reconhecimento da importância da identidade pessoal dos alunos,das suas famílias,professores e outros profissionais que nela atuam.
“Ao reconhecer as crianças como seres íntegros,que aprendem a ser e conviver consigo próprias,com os demais e o meio ambiente de maneira articulada e gradual,as Propostas Pedagógicas das instituições de Educação Infantil devem buscar a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã, como conteúdos básicos para a construção de conhecimentos e valores
Desta maneira, os conhecimentos sobre espaço, tempo,comunicação, expressão, a natureza e as pessoas devem estar articulados com os cuidados e a educação para a saúde, a sexualidade, a vida familiar e social, o meio ambiente, a cultura, as linguagens, o trabalho,o lazer, a ciência e a tecnologia.”Extraído das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.”
Ao se pensar em Educação Infantil, devemos pensar na inserção das crianças no mundo, oferecendo oportunidades ricas de experiências que possa promover sua integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais da criança,considerando que esta é um ser completo e indivisível.
A elaboração de propostas educacionais para esta faixa etária, veicula necessariamente concepções sobre as crianças e aprendizagem,cujos fundamentos devem ser considerados de maneira explícita,iluminados pelos eixos Educar x Cuidar.
Tendo em vista a proposta do atendimento à criança na Educação Infantil que engloba os aspectos funcionais e relacionais, é necessário que a escola e o educador conheçam os diferentes momentos do desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos. Para isso se torna necessário o estudo de alguns teóricos no desenvolvimento infantil como: Piaget, Vygotsky e, Wallon.
Segundo Wallon (1934), a criança deve ser estudada na sucessão das etapas de desenvolvimento caracterizadas pelos domínios funcionais da afetividade, do ato motor e do conhecimento, entendidos como sendo desenvolvidos primordialmente pelo meio social. Os estágios do desenvolvimento propostos por Wallon ( 1934) têm início na vida intra-uterina, caracterizada por  no qual emocional no qual prevalece a emoção, caracterizado como simbiose afetiva. No período seguinte,que vai até os 2 anos de idade, a criança encontra-se no estágio sensório-motor e projetivo, voltando-se para a exploração do mundo físico. Gradualmente, com aquisição da marcha e da linguagem, a criança apresenta modificações no seu padrão de interação com o mundo.
A partir dos 3 anos, ocorre o estágio do personalismo, momento da constituição do eu, no qual a criança em seu confronto com o outro passa por uma verdadeira crise de personalidade, caracterizada pelas mudanças nas suas relações com seu entorno e pelo aparecimento de novas aptidões.
Wallon ( 1953) considera esse estágio, que vai até 6 anos de idade, como sendo muito importante para a formação da personalidade. Nesse sentido, considerando a idade compreendida na Educação Infantil, ressaltam-se as características desse momento do desenvolvimento da criança como forma de oferecer subsídios para a atuação do educador nesse contexto. Parte-se do princípio da necessidade de que a escola e todos aqueles envolvidos com a Educação Infantil tenham consciência de que suas ações têm consequências não só no momento atual do desenvolvimento da criança, como também nos posteriores.
A partir dessas considerações, verifica-se que a Educação Infantil possui um papel  importantíssimo na formação da personalidade da criança , visto que permite a sua adaptação à vivência em comunidade, em grupos que vão além dos limites familiares, e contribui para a formação do eu psíquico .A escola pode  estimular o desenvolvimento de valores saudáveis nas interações, tais como a cooperação, a solidariedade, o companheirismo e o coletivismo. As atividades em grupo devem alternar-se com atividades individuais fazendo assim uso das alternâncias comuns nesse estágio para promover o desenvolvimento de mais , recursos de personalidade ( WALLON, 1937).
Piaget ao investigar o processo de construção do conhecimento cognitivo, afirma que não podemos comparar a maneira que uma criança raciocina com a de um adulto, pois a criança ainda está aprendendo e gradativamente construindo seu conhecimento, indo do menos complexo ao mais complexo, edificando neste caso a inteligência. De acordo com as considerações apresentadas por SEBER ( 1997)  “o organismo interage continuamente com os objetos do meio”(p. 52), e neste caso as relações desenvolvidas pela criança no ambiente em que se insere, são significativas no processo de desenvolvimento cognitivo.
Segundo Piaget a criança não é pequeno adulto, neste caso sua inteligência é construída gradativamente, estruturando e equilibrando a sua atividade mental, que compreende aspectos motores, intelectuais, uma parte do afetivo e também as dimensões individual e social, sendo estas estruturas variáveis.
É importante considerar os estágios do desenvolvimento cognitivo, segundo Piaget, para que possamos perceber a evolução das crianças e podermos compreender sua totalidade.
Piaget é defensor da Tendência Cognitiva da Educação, que enfatiza a construção do pensamento infantil no desenvolvimento da inteligência e na autonomia. Investiga a relação do sujeito com o mundo físico e social que promove o seu desenvolvimento cognitivo, mostra que o sujeito humano estabelece desde o nascimento uma relação de interação com o meio.
Vygotsky aborda a teoria sociocultural do desenvolvimento humano, onde o meio social no qual a criança está inserida, exerce uma grande influência sobre ela.
O sujeito é construído a partir de processos voluntários influenciados pelo meio sociocultural, em que está inserido, revelam no olhar de Vygotsky, que o  sujeito internaliza comportamentos, e desenvolve-o segundo as relações vivenciadas no cotidiano, neste caso, o comportamento é construído a partir das relações externas com o meio sociocultural, contrapondo-se neste caso a concepção,defendida por alguns teóricos,que o homem ao nascer traz o comportamento definido.
A relação estabelecida entre o homem e o meio sociocultural, constitui-se num dos principais fundamentos explicativos do processo de desenvolvimento humano na perspectiva sócio interacionista de Vygotsky merecendo destaque especialmente quando relacionamos ao contexto educacional visto que, os problemas relativos aos processos de aprendizagem podem ser explicados a partir dessa ótica,merecendo ser considerado por educadores como de suma importância o seu esclarecimento, e a apropriação desses conhecimentos, a fim de tornar a prática educativa mais eficiente e qualitativa.
Assim com os conhecimentos adquiridos sobre como se dá o processo de desenvolvimento humano segundo as teorias: cognitivas, interacionista e afetiva do desenvolvimento podem compreender que a aprendizagem das crianças percorre um longo caminho, e é de grande importância para os educadores.

4- O CURRÍCULO NA EDUCAÇÂO INFANTIL


Até pouco tempo, falar em currículo para a Educação Infantil poderia produzir certa confusão. Hoje, faz sentido falar de currículo nesta etapa, nela devem ser apresentadas situações para que as crianças possam desenvolver suas capacidades cognitivas,de linguagem, de relação interpessoal, de equilíbrio pessoal, psicomotricidade e afetividade.
Nas outras etapas, esse desenvolvimento apresenta-se vinculado à aprendizagem de determinados saberes culturais que lhes permitem conhecer o mundo que as envolve.
O currículo da Educação Infantil deve contemplar os eixos norteadores previstos pelo Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, a Proposta Pedagógica para a Pré- Escola de São Paulo e as Diretrizes Curriculares Nacional para a Educação Infantil.


5- AVALIAÇÂO

A avaliação nessa Unidade de Ensino será feita através de observação do cotidiano escolar. A avaliação deverá se dar de forma sistemática e contínua ao longo de todo processo de aprendizagem.
As situações de avaliação devem se dar em atividades contextualizadas para que se possa observar a evolução das crianças.Serão instrumentos essenciais para a reflexão sobre a prática direta com as crianças a observação,o registro, o planejamento, e a avaliação.



6- PROPOSTA CURRICULAR


Objetivos gerais


 A prática da educação infantil deve se organizar de modo que às crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

·                      Desenvolver uma imagem positiva de si atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
·                      Descobrir e conhecer progressivamente o seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidados com a própria saúde e bem estar;
·                      Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
·                      Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças;
·                      Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
·                      Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando as diversidades;
·                      Representar e evocar aspectos diversos da realidade, vividos conhecidos ou imaginários através da brincadeira e de mais formas de expressão;    
·                      Utilizar a linguagem oral para expressar seus pensamentos, sentimentos, desejos e necessidades;
·                      Utilizar as diferentes linguagens (verbal, gráfica, plástica, corporal, musical, matemática) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva.
·                      Utilizar a linguagem oral para expressar seus pensamentos, sentimentos, desejos e necessidades;
·                      Exercer as especificidades de seu pensamento através da utilização dos recursos e meios que possibilitem a explicação de suas hipóteses.




OBJETIVOS DE  FORMAÇÂO  PESSOAL E SOCIAL

  A instituição deve criar um ambiente de acolhimento, segurança e confiança às crianças, garantindo oportunidades para que sejam capazes de:
 
*Experimentar e utilizar os recursos de que dispõem para satisfação de suas necessidades essenciais, expressando seus desejos, sentimentos, vontades e desagrados, e agindo com progressiva autonomia.

 *Familiarizar- se com a imagem do próprio corpo, conhecendo progressivamente seus limites, sua unidade e as sensações que ele produz.

Interessar-se progressivamente pelo cuidado com o corpo, executando ações simples relacionadas à saúde e higiene.


*Brincar.

*Relacionar progressivamente com mais crianças, com seus professores e com demais profissionais da instituição, demonstrando suas necessidades e interesses.




BERÇÁRIO I – CRIANÇAS ( 11 MESES COMPLETOS EM 31/03/11)
BERÇÁRIO II – CRIANÇAS ( 1 ANO COMPLETO ATÉ 31/03/11)
MATERNAL I – CRIANÇAS( ATÉ 2 ANOS COMPLETOS EM 31/03/11)
MATERNAL II – CRIANÇAS ( ATÉ 3 ANOS COMPLETOS EM 31/03/11)


ORGANIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS POR BLOCOS


Embora estejam elencados por eixos de trabalho muitos conteúdos encontram-se contemplados em mais de um eixo. Essa opção visa  a apontar para o tratamento integrado que deve ser dado aos conteúdos. Cabe ao professor  organizar seu planejamento de forma a aproveitar as possibilidades que cada conteúdo oferece, não restringindo o trabalho a um único eixo, fragmentando o conhecimento 



                      MOVIMENTO

O movimento é a linguagem dos pequenos que ainda não falam e continua sendo a maneira de se expressar daqueles que já comunicam com palavras. “O pensamento é simultâneo ao movimento e, por isso, não se pede para que eles fiquem sentados ou quietos por muito tempo. Evitar que se mexam é o mesmo que impedi-los de pensar”. Portanto, quanto mais o professor incentivar o movimento, maior será o aprendizado de cada um sobre si mesmo e o desenvolvimento da capacidade de expressão. A motricidade, linguagem, raciocínio e autonomia caminham juntos. Quando se trabalha um, os outros são contemplados.

           

      OBJETIVOS


A prática educativa deve se organizar de forma que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades :

Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo.

Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação.

Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular etc..., desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras.

Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento, etc... para uso de objetos diversos.


              
               CONTEÙDOS


Os conteúdos devem ser organizados num processo contínuo e integrado que envolve múltiplas experiências corporais, possíveis de serem realizadas pela criança sozinha ou em situações de interação.Os diferentes espaços e materiais,os diversos repertórios de cultura corporal expressos em expressos em brincadeiras,danças,jogos,atividades esportivas e outras práticas sociais são algumas das condições necessárias para que esse processo se ocorra.
Os conteúdos são organizados em dois blocos. O primeiro refere-se às possibilidades expressivas do movimento e o segundo ao seu caráter instrumental.

   
         EXPRESSIVIDADE

Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração, das brincadeiras, do uso do espelho e da interação com os outros.

Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos,posturas e da linguagem oral.


    
      EQUlLÍBRIO E COORDENAÇÂO


Exploração de diferentes posturas corporais, como sentar-se em diferentes inclinações,deitar-se em diferentes posições,ficar ereto apoiado na planta dos pés com ou sem ajuda etc.

Ampliação progressiva da destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de arrastar-se, engatinhar, rolar, andar, correr, saltar etc.

Aperfeiçoamento dos gestos relacionados com preensão, o encaixe, o traçado no desenho, o lançamento etc...por meio da experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas situações cotidianas.








          MÚSICA


Aprender música significa integrar experiência que envolve a vivência, a percepção e a reflexão, encaminhando-as para níveis cada vez mais elaborados.
A música é um meio de expressão e forma de conhecimento acessível aos bebês e crianças, inclusive aquelas que apresentem necessidades especiais.A linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento da expressão,do equilíbrio,da auto-estima autoconhecimento e integração social.
A linguagem musical tem estrutura e característica próprias, devendo ser considerada como:

*produção– centrada na experimentação e na imitação, tendo como produtos musicais a interpretação,a improvisação e a composição;

*apreciação-percepção tanto dos sons e silêncios quanto das estruturas e organizações musicais, buscando desenvolver, por meio do prazer da escuta, a capacidade de observação, análise e reconhecimento;

*reflexão-sobre questões referentes a organização, criação, produtos e produtos musicais.

                        OBJETIVOS

*O trabalho com música deve organizar de forma a que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

*ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras ,e produções musicais;  

*brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais.



                   CONTEÚDOS

Os conteúdos estarão organizados em dois blocos: O fazer musical e Apreciação musical, que abarcarão, também questões referentes à reflexão.


                        O FAZER MUSICAL

O fazer musical é uma forma de comunicação e expressão que acontece por meio da improvisação, da composição e da interpretação.Improvisar é criar instantaneamente,orientando-se por alguns critérios pré definidos,mas com grande margem a realizações aleatórias, não determinadas. Compor é criar a partir de estruturas fixas e determinadas e interpretar é executar uma composição contando com participação expressiva do intérprete.

                         
                         CONTEÚDOS

*Exploração, expressão e  produção do silêncio e de sons com a voz, o corpo, o entorno e materiais sonoros diverso

*Interpretação de músicas e canções diversas

*Participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.

                


                         APRECIAÇÃO MUSICAL



A apreciação musical refere-se a audição e interação com musicas diversas.


                         CONTEÚDOS

*Escuta de obras musicais variadas.

*Participação em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais.



ARTES VISUAIS


Expressam, comunicam e atribuem sentidos a sensações, sentimentos, pensamentos e realidade por meio da organização de linhas, formas, pontos, tanto bidimensional como tridimensional, além de volume, espaço, cor e luz na pintura, no desenho, na escultura, na gravura, na arquitetura, nos brinquedos, bordados, entalhes etc.
As Artes Visuais estão presentes no cotidiano da vida infantil. Ao rabiscar e desenhar no chão, na areia  e nos muros,ao utilizar materiais encontrados ao acaso (gravetos, pedras, carvão) ao pintar os objetos e até o próprio corpo , a criança pode utilizar-se das Artes Visuais para expressar experiência sensíveis. Tal como a música, as Artes Visuais são linguagens e, portanto, uma das formas importantes de expressão e comunicação humana.            
.
                         OBJETIVOS


*ampliar conhecimento de mundo que possuem,manipulando diferentes objetos e materiais,explorando suas características,propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística;


*utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.


                         CONTEÚDOS

Os conteúdos estão organizados em dois blocos. O primeiro bloco se refere ao fazer artístico e o segundo se trata da apreciação em Artes Visuais.


                     O fazer artístico

Centrado na exploração, expressão e comunicação de produção de trabalhos de arte por meio de práticas artísticas, propiciando o desenvolvimento de um percurso de criação pessoal.



*Exploração e manipulação de materiais,como lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras,brochas,carvão,carimbo etc; de meios,como tintas ,água, areia, terra, argila etc; e de variados suportes gráficos, como jornal, papel, papelão, parede, chão, caixas, madeiras etc.


*Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais visando a produção de marcas gráficas.


Cuidado com  o próprio corpo e dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes. 


*Com os materiais e com os trabalhos e objetos produzidos individualmente ou em grupo.   





Apreciação em Artes Visuais


*Observação e identificação de imagens diversas.


LINGUAGEM ORAL E ESCRITA



A língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade.
Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também seus significados culturais, e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sociocultural entendem , interpretam e representam a realidade.
A Educação Infantil se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.  

OBJETIVOS

·        Participar de variadas situações de comunicação oral para interagir e expressar desejos, necessidades e sentimentos por meio da linguagem oral, contando suas vivências;
·        Interessar-se pela leitura de estória;
·        situações nas quais ela se faz necessária  e do contato cotidiano com livros, revistas, histórias em quadrinhos etc.

CONTEÚDOS

Uso da linguagem oral para conversar, comunicar-se relatar suas vivências e expressar seus desejos, vontades, necessidades e sentimentos nas diversas situações de interação presentes no cotidiano.
·        Participação em situações de leitura de diferentes gêneros feita pelos adultos como contos, poemas, parlendas, trava-língua etc
·        Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e da escrita.
·        Observação e manuseio de materiais impressos como livros, revistas em quadrinhos etc.
·         

 NATUREZA E SOCIEDADE

            Desde muito pequenas, pela interação com o meio natural e social no qual vivem, as crianças aprendem sobre o mundo, fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações e questões.           
            Muitos são os temas pelos quais as crianças se interessam: pequenos animais, bichos de jardim, dinossauros, tempestades, tubarões, castelos, heróis, festas da cidade, programas de TV, notícias de atualidades, histórias etc.
            As vivências sociais, as histórias, os modos de vida, os lugares e o mundo natural são para as crianças parte de um todo integrado.
            O eixo de trabalho denominado NATUREZA E SOCIEDADE reúne temas pertinentes ao mundo social e natural e ao mesmo tempo em que são respeitadas as especificidades das fontes, abordagens e enfoques advindos dos diferentes campos das Ciências humanas e Naturais.                  

OBJETIVOS

·        Explorar o ambiente, para que possa se relacionar com pessoas, estabelecer contato com pequenos animais, com plantas e com objetos diversos manifestando curiosidade e interesse.

CONTEÚDO

·        Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos;
·        exploração de diferentes objetos de suas propriedades e de relações simples de causa e efeito;
·        contato com pequenos animais e plantas;
·        noções básicas com o trato com os animais identificação de perigos que oferecem, higiene ao tocá-los etc.;
·        conhecimento do próprio corpo por meio do uso e da exploração de sua habilidades físicas, motoras e perceptivas;
·        valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente;
·        participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos;
·        percepção dos cuidados com o corpo, à prevenção de acidentes e à saúde de forma geral;
·        contato com fenômenos climáticos como: dia/noite, calor/frio, Sol/Lua, estrela/nuvem.

MATEMÁTICA

            A matemática é constante na nossa vivencia diária: “que dia é hoje?” “Quantos meninos tem na classe?”, “pegue três lápis”... se prestarmos atenção falamos matematicamente quase o tempo todo. É intrínseco.
            Fazer matemática é expor ideias próprias, escutar a dos outros, formular e comunicar procedimentos de resolução de problemas, confrontar, argumentar e procurar validar seu ponto de vista, antecipar resultados de experiências não realizadas, aceitar erros, buscar dados que faltam para resolver problemas entre outras coisas. Portanto, o trabalho com a Matemática pode contribuir para  a formação de cidadãos autônomos, capazes de pensar por conta própria, sabendo resolver problemas.

OBJETIVOS

            Abordagem da matemática na educação infantil tem como finalidade proporcionar oportunidades para que as crianças desenvolvam a capacidade de:
·        estabelecer aproximações a algumas noções matemáticas presentes no seu cotidiano, como contagem, relações espaciais;
 
CONTEÚDOS

            A seleção e a organização dos conteúdos matemáticos representam um passo importante no planejamento da aprendizagem e deve considerar os conhecimentos prévios e as possibilidades cognitivas das crianças para ampliá-los. Para tanto, deve-se levar em conta que:
·        aprender matemática é um processo contínuo de abstração no qual as crianças atribuem significados e estabelecem relações com base nas observações, experiências e ações que fazem, desde cedo, sobre elementos do seu ambiente físico e sócio- cultural;
·        a construção de competências matemáticas pela criança ocorre simultaneamente ao desenvolvimento de inúmeras outras de naturezas diferentes e igualmente importantes, tais como comunicar-se oralmente, desenhar, ler, escrever, movimentar-se, catar etc.
·        utilização da contagem oral, de noções de quantidade, de tempo e de espaço em jogos, brincadeiras e musicas junto com o professor e nos diversos contextos nos quais as crianças reconheçam essa utilização como necessária;
·        manipulação e exploração de objetos e brinquedos, em situações organizadas de forma a existirem quantidades individuais suficientes para que cada criança possa descobrir as características e propriedades principais e suas possibilidades associativas: empilhar, rolar, transvasar, encaixar etc.

 
 OBJETIVOS


  Transmitir um ambiente acolhedor e seguro,possibilitando ao bebê um pleno desenvolvimento físico, emocional e social.
  Desenvolver a psicomotricidade da criança  através do corpo e do movimento.
  Brincar
 

ATIVIDADES


-              Estimulação tátil (acariciando o bebê sempre que possível e conversas diárias).
-              Estimulação visual, através de objetos coloridos, que permitam o manuseio com as mãos e a boca.
-              Estimulação de movimentos como se arrastar, engatinhar para buscar um objeto. Incentivar também a andar, segurando-o com as mãos.
-              Estimulação verbal conversando com a criança todo o tempo, brincando e sorrindo.
-              Introdução de alimentos com paciência do professor, pois a adaptação nem sempre é fácil.
-              Trocar de roupas e fraldas contínuas, sempre que for necessário.
-              Banhos agradáveis acompanhados de conversas e músicas.
-              Músicas gestuais e cantigas de roda (sentados).
-              Exercícios com bolas e brinquedos de encaixe, quando a criança apresentar maturidade.
-              Incentivo a fala.
-              Percepção de limites, dizendo não, toda vez que a criança colocar em perigo a si mesmo, os colegas, tias e o ambiente escolar.
-              Etapas importantes do desenvolvimento infantil na faixa etária de 1 mês a 15 meses.

  
Com 01 mês:
. Levanta o queixo.
. Mantêm mãos fechadas.
. Olha indefinidamente.
. Olha o rosto das pessoas que o observam.
. Fixa o olhar na luz.
. Emite sons guturais.


Com 02 meses:
. Levanta o tórax.
. Movimenta braços e pernas.
. Olhar acompanha objetos e pessoas em movimento.
. Sorriso social quando recebe atenção.
. Olhar se demora no horizonte.

Com 03 meses:
. Rola da posição de lado para a de costas.
. Olha em todas as direções.
.Não fixa atenção por muito tempo.
. Tenta pegar objetos.
. Sorri.
. Emite sons de vogais.
. Sustenta a cabeça.

Com 04 meses:
. Senta com apoio e mantêm a cabeça firme.
. Mãos abertas.
. Olha imediatamente um objeto que se move.
. Murmura e ri alto.
. Começa a levar objetos à boca.
. Tende a rolar.

Com 05 meses:
. Quando sentado mantêm a cabeça ereta e firme.
. Se sentado apanha objetos.
. Reconhece as pessoas.
. Pode estranhar.
. Sorri ao se ver no espelho.
. Emite gritos.
. Preensão precária.

Com 06 meses:
. Permanece sentado com o tronco ereto, se tiver apoio.
. Gosta de balançar objetos.
. Agarra objetos com as mãos.
. Gosta de olhar no espelho.
. Estende os braços para os pais ou pessoas que gosta.
. Quando deitado segura os pés e brinca com os dedos levando à boca.

Com 07 meses:
. Senta-se com apoio e permanece ereto por pouco tempo.
. Segura um objeto em cada mão.
. Passa objetos de uma mão para outra
. Sacode o chocalho.
. Vocaliza sons e escuta a própria voz.
. Brinca com os pés.
. Aceita alimentos sólidos e estranha pessoas não conhecidas.


Com 08 meses:
. Sentado, permanece ereto, porém inseguro.
. Levanta-se com ajuda.
. Emite sons e parece gostar da própria voz.
. Pronuncia sílabas simples.
. Morde e chupa os brinquedos.
. Busca com insistência os brinquedos fora do seu alcance.

Com 09 meses:
. Pode começar engatinhar.
. Senta-se firme sem apoiar.
. Explora e manipula os objetos.
. Vocaliza sílabas repetidas.
. Troca sorrisos, atende ao seu nome.
. Leva à boca e morde tudo que apanha.
. Mantêm-se em pé apoiado.
. Come bolacha, segura a mamadeira.

Com 10 meses:
. Permanece sentado firme por tempo indeterminado.
. Engatinha.
. Levanta-se sozinho com apoio.
. Começa a soltar os objetos.
. Vocaliza dá-dá, mã-mã, uma ou duas palavras.
. Faz adeus e bate palmas.
. Tende a comer sem ajuda, com colher.
. Atende ao seu nome e ao não.
. Faz brincadeiras simples como esconde-esconde.

Com 11 meses:
. Anda com ajuda.
. Pronuncia uma ou outra palavra.
. Compreende o som de algumas palavras.
. Repete palavras.
. Estende o brinquedo para outra pessoa, em geral sem soltar.
. Bebe um pouco de água já na xícara.

Com 12 a 15 meses:
. Começa andar sozinho.
. Anda cambaleante.
. Gosta de atividades, andar.
. Coopera ao vestir.
. Reconhece o nome de pessoas conhecidas.
. Quando se vê no espelho, vocaliza.
. Brinca sozinho e já tem objetos favoritos.
. Repete algumas palavras.
. Fica de pé sozinha. Dá alguns passos sozinhos, com todas as articulações flexionadas, sem direção definida. Vai da posição deitada à de pé, sem apoio.
. Solta facilmente. Come com a colher, mas desperdiça boa quantidade.
. Preensão palmar cruzada.
. Constrói torres de dois blocos.
. Pára de levar as coisa à boca.
. Primeira palavra pronunciada corretamente.
. Não baba mais.
. Reage ao seu próprio nome. Compreende que todas as coisas e pessoas têm nomes.
. Estende as pernas quando está sendo vestida.
. Emprega o não dominante com mais freqüência.


                 ESPAÇO FÍSICO E RECURSOS MATERIAIS


A estruturação do espaço,a forma como os materiais estão organizados,a adequação dos mesmos são elementos auxiliares poderosos para o desenvolvimento infantil.
Os vários momentos do dia que demandam mais espaço livre para a movimentação corporal ou cantos para aconchego ou ainda, atividades de cuidados implicam,também planejar,organizar e mudar o espaço.
Na área externa, há que se criar espaços lúdicos que sejam alternativos e permitam para que as crianças corram,balancem,subam, desçam,e escalem ambientes diferenciados,pendurem-se,escorreguem,joguem bola,brinquem com água e areia,escondam-se etc.Enfim,dependendo como os espaços forem oferecidos para as crianças,eles podem enriquecer seu repertório corporal e lúdico.
            Recursos materiais entendidos como mobiliário,espelhos,brinquedos,livros, lápis,papéis, tintas, pincéis, tesouras, cola, massa de modelar, argila, jogos os mais diversos, blocos de construção, material de sucata, roupas, sapatos e panos para brincar, etc. devem ter sua  presença obrigatória nas pré-escolas de forma cuidadosamente planejada.
            Além disso, a aprendizagem transcende o espaço da sala de aula, as áreas externas da sala e da própria instituição constituem em espaços a serem usados em função de objetivos pré determinados: a praça, o zoológico, a fazenda, a biblioteca, o cinema, etc. são mais do que locais para simples passeio, podendo enriquecer e potencializar as aprendizagens.




SEGURANÇA DO ESPAÇO E MATERIAIS



        Para as crianças circularem com independência, é necessário um bom planejamento espacial, onde as condições de segurança estejam garantidas. È necessária proteção adequada em situações onde exista possibilidade de risco tais como escadas, janelas, varandas, acesso ao exterior. Os brinquedos devem ser seguros, laváveis e necessitam estar em boas condições e, quando na área externa, devem estar bem fixados.

ORGANIZAÇÃO DO TEMPO
A rotina na educação infantil pode ser facilitadora dos processos de desenvolvimento e aprendizagem.Pode orientar as ações das crianças,assim como dos educadores,permitindo que se situem no tempo e no espaço,possibilitando a antecipação das situações que irão acontecer.
A organização do tempo deve prever possibilidades diversas e muitas vezes simultâneas de atividades,como:atividades mais ou menos movimentadas,individuais ou em grupo,com maior ou menor grau de concentração,de repouso,alimentação e higiene, atividades às diferentes áreas de conhecimento.
As estratégias que são organizadas em função das intenções educativas expressas no projeto curricular,constituindo-se em um instrumento para o planejamento do educador.Podem ser agrupadas em três modalidades de organização do tempo.]São elas:atividades permanentes,seqüência de atividades,e projetos didáticos.
Consideram-se atividades permanentes,entre outras:
*Cuidados com o corpo.
*Brincadeiras espontâneas no espaço interno e externo.
*Roda de história.
*Roda de conversa.
*Atividades de desenho,pintura,modelagem ou música.
*Atividades diversificadas ou cantos organizados por temas ou materiais à escolha criança.  .
Sequência de atividades:são planejadas e orientadas com o objetivos de promover uma aprendizagem específica e definida.
Projetos:são conjuntos de atividades que trabalham com conhecimentos específico construídos a partir de diferentes áreas e articulados em torno de um produto final.


QUINZENA DE ADAPTAÇÃO

Este período exige muita habilidade,por isso,o educador necessita de apoio e acompanhamento,especialmente do diretor e membros da equipe técnica.
Não cabe à mãe fazer a adaptação da criança,esta é tarefa do educador.A mãe apenas acompanha a criança a fim de lhe garantir a segurança necessária para enfrentar um ambiente e adultos desconhecidos.É o educador que a estimula a entrar na sala,a explorar o ambiente,a estabelecer relações.Ele é a ponte entre a mãe e seu novo ambiente.A criança precisa construir vínculo de confiança com ele para poder,mais à frente,ficar sem a presença da mãe de maneira segura e sem sofrimentos desnecessários.
Uma atenção especial nos momentos de choro ,tirando a criança da sala,levando-a à mãe ou vinculando-a a alguma situação interessante,pode acalma-la,além de aliviar todos os envolvidos.
O mais importante é que a criança perceba que é querida tanto pelos pais,quanto pelos adultos que irão cuidar dela na instituição.


INTEGRAÇÂO E SEPARAÇÂO

A ida da criança para a creche,envolve algumas perdas mas,como são propiciadoras de vivências onde tanto os adultos,quanto as crianças expressam seus sentimentos e aprendem a lidar com suas emoções,constituem-se também em fonte de aprendizagens uma vez que :

#Ajudam a criança a compreender que os pais vão embora mas voltam.

#Mostram que existem outras pessoas que podem gostar e cuidar das crianças além das pessoas da família .

#Ensinam que existem diferentes toques,cheiros e expressões humanas no ato de cuidar .

#Auxiliam a identificar e aprender a lidar com as emoções suscitadas pela separação.

#Possibilitam identificar e expressar necessidades pessoais.

#Incentivam a viver em grupo,respeitando os limites de cada um e colaborando com a construção da autonomia de cada criança.

  
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REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS

Brasil,Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.Lei nº/96,de 20 de dezembro de 1996.

Ministério da Educação e do Desporto,Secretaria de Educação Fundamental.Referenciais Curriculares Nacional para a Educação Infantil.Brasília MEC/SEF,1997.

Governo do Estado de São Paulo.Secretaria de Estado de Educação.Proposta Pedagógica para a Pré-Escola.

Resolução CNE/CEB nº1,DE 07/04/99.Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação  Infantil

Revista Pátio nº27 Brincar e Aprender

Planejamento 2009  da Educação Infantil
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